Original article
Non‐invasive ventilation in complex obstructive sleep apnea – A 15‐year experience of a pediatric tertiary center
Ventilação não‐invasiva em apneia obstrutiva do sono complexa – Uma experiência de 15 anos de um centro pediátrico terciário
I.C. Girbal, , C. Gonçalves, T. Nunes, R. Ferreira, L. Pereira, A. Saianda, T. Bandeira
Respiratory, Sleep and Ventilation Unit, Department of Pediatrics, Santa Maria Hospital ‐ CHLN, Academic Medical Center of Lisbon, Lisbon, Portugal
Recebido 01 Março 2013, Aceitaram 08 Agosto 2013
Abstract
Introduction

Obstructive sleep apnea (OSA) affects approximately 1–3% of pediatric population and is associated with significant morbidity. As adenotonsillar hypertrophy (ATH) is its primary cause in children, elective adenotonsillectomy is the first treatment of choice. Noninvasive ventilation (NIV) has been increasingly considered as an option, mainly for children with complex diseases, ineligible or waiting for surgeries, or after surgery failure.

Objectives

To describe the experience in the management of children with complex OSA, and to evidence the feasibility and advantages of NIV.

Methods

This was a retrospective cohort study of 68 children on NIV, in whom complex OSA was the main indication for ventilation, in a Pediatric Respiratory Unit at a University Hospital between January 1997 and March 2012. Demographic and clinical data were collected on the underlying diagnosis, therapeutic interventions prior to NIV, NIV related issues and outcome.

Results

Forty (59%) children were male, median age at starting NIV was 6 years and 7 months, with interquartile range (IQR) of 15–171 months. Twenty‐two (32%) were infants and 25 (37%) adolescents.

The most common diagnosis was congenital malformations and genetic disorders in 34 (50%) patients. Nine patients had cerebral palsy, 8 were post treatment for central nervous system tumors and 6 had inborn errors of metabolism. Three children had ATH and three obesity. The majority of patients (76%) had exclusively obstructive OSA and started CPAP. Ten patients had minor complications. Twenty‐two patients stopped NIV due to clinical improvement, 8 were non‐compliant and 8 patients died. NIV median duration was 21.5 months (IQR: 7–72).

Conclusions

NIV is feasible and well tolerated by children with OSA associated with complex disorders, and has been shown to have few complications even in infants and toddlers.

Resumo
Introdução

A apneia obstrutiva do sono (OSA) afeta aproximadamente 1–3% da população pediátrica e está associada com uma morbidade significativa. Como a hipertrofia adenotonsiliana (ATH) é a sua principal causa, a adenocele eletiva é a primeira opção terapêutica. A ventilação não invasiva (VNI) tem sido cada vez mais considerada como uma opção, principalmente para as crianças com doenças complexas, inelegíveis, à espera de cirurgias ou após falência do tratamento cirúrgico.

Objetivos

Descrever a experiência no tratamento de crianças com OSA complexo e avaliação da viabilidade e das vantagens do NIV.

Métodos

Estudo de coorte retrospetivo de 68 crianças em NIV, onde o complexo OSA foi a principal indicação para ventilação, numa Unidade Respiratória Pediátrica de um Hospital Universitário entre janeiro de 1997 e março de 2012. Os dados demográficos e clínicos recolhidos englobaram o diagnóstico subjacente, as intervenções terapêuticas prévias à NIV, as intercorrências relacionadas com a NIV e a evolução clínica.

Resultados

Quarenta (59%) crianças eram do sexo masculino, idade média no início da NIV foi de 6 anos e 7 meses, com intervalo interquartil (IQR) de 15–171 meses. Vinte e duas (32%) eram crianças e 25 (37%) adolescentes.

O diagnóstico mais comum foram as malformações congénitas e as doenças genéticas em 34 (50%) pacientes. Nove pacientes tiveram paralisia cerebral, 8 sequelas de pós‐tratamento para tumores do sistema nervoso central e seis sofriam de erros inatos do metabolismo. Três crianças sofriam de ATH e três de obesidade. A maioria dos pacientes (76%) sofria exclusivamente de OSA obstrutiva e iniciou CPAP. Dois doentes sofriam complicações menores. Vinte e dois doentes pararam o NIV, devido a melhoria clínica, 8 eram não‐conformes e 8 morreram. A duração média do NIV foi 21,5 meses (IQR: 7–72).

Conclusões

A NIV é uma terapia viável e bem tolerada em crianças com OSA e doenças complexas, com poucas complicações, incluíndo em bebés e crianças pequenas.

Keywords
Noninvasive ventilation, Obstructive sleep apnea, Children
Palavras‐chave
Ventilação não invasiva, Apneia obstrutiva do sono, Crianças