Original article
Tuberculosis: Which patients do not identify their contacts?
Tuberculose: que doentes não identificam os seus contactos?
J. Josaphata,, , , J. Gomes Diasa,b, S. Salvadora, V. Resendea, R. Duartea,c,d
a Department of Clinical Epidemiology, Predictive Medicine and Public Health, Faculty of Medicine, University of Porto, Porto, Portugal
b Faculty of Science, University of Porto, Porto, Portugal
c Chest Disease Centre of Vila Nova de Gaia, Vila Nova de Gaia, Portugal
d Pulmonology Department, Hospital of Vila Nova de Gaia/Espinho – EPE, Vila Nova de Gaia, Portugal
Recebido 16 Outubro 2013, Aceitaram 29 Novembro 2013
Abstract
Setting

It is not known what the magnitude of non‐identified TB contacts is in our country, or the reasons why contacts at risk are not identified.

Objective

The purpose of this study was to analyze the determinants associated with non‐identification of contacts.

Design

This cross‐sectional study included all cases of pulmonary tuberculosis diagnosed and treated in the Chest Disease Centre of Vila Nova de Gaia and their contacts, from 1st January to 31st December 2010. It included information collected from patients related to the identification of contacts in risk, and the information collected by the Public Health Unit during home, work and social places visits.

Results

During the period of study, 61 cases of pulmonary TB were diagnosed: 41 cases (67.2%) identified all their contacts and 20 cases (32.8%) did not. 646 contacts were identified: 154 (23.8%) were identified only by the Public Health Unit (mean age of 40.67), and 492 (76.2%) were identified by the index cases (mean age of 33.25), (p=0.001). A mean of 10.59 contacts were identified per index case, of which, 83 (19.3%) screened positive. From those identified by the Public Health Unit, 10 (9.8%) had LTBI and 5 (4.9%) had active TB, and by the index case 61 (18.6%) had LTBI and 7 (2.1%) had active TB (crude OR=1.52; CI=0.83–2.79). The multivariate analysis showed that employment (adjusted OR=4.82; 95%CI=1.71–13.54) was associated to non‐identification of contacts and patients preferably tended to identify relatives and co‐habitants (adjusted OR=0.22; 95%CI=0.10–0.47).

Conclusion

TB patients tend to identify relatives and co‐habitant contacts; contact at place of employment was found to be an independent risk factor for not being identified.

Resumo
Contexto

Não é conhecida a magnitude dos contactos de TB não identificados no nosso país, nem os motivos porque os contactos em risco não são identificados.

Objetivo

O objetivo deste estudo foi analisar as determinantes associadas à não‐identificação dos contactos.

Materiais e Métodos

Este estudo transversal incluiu todos os casos de tuberculose pulmonar diagnosticados e tratados no Centro de Doenças Pulmonares de Vila Nova de Gaia e os seus contactos, de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2010. Incluiu a informação recolhida de doentes relacionada com a identificação dos contactos em risco e a informação recolhida pela Unidade de Saúde Pública durante as visitas ao domicílio, ao trabalho e a espaços sociais.

Resultados

Durante o período de estudo, foram diagnosticados 61 casos de TB pulmonar: 41 casos (67,2%) identificaram todos os seus contactos e 20 casos (32,8%) não o fizeram. Foram identificados 646 contactos: 154 (23,8%) foram identificados apenas pela Unidade de Saúde Pública (idade média de 40,67 anos) e 492 (76,2%) foram identificados pelos casos índice (idade média de 33,25, p=0,001). Foram identificados uma média de 10,59 contactos por Caso Índice, dos quais 83 (19,3%) rastreados como positivos. Dos identificados pela Unidade de Saúde Pública, 10 (9,8%) tinham uma LTBI (infeção tuberculosa latente) e 5 (4,9%) TB ativa, e pelo Caso Índice, 61 (18,6%) tinham LTBI e 7 (2,1%) TB ativa, (OR bruto=1,52; CI=0,83–2,79). A análise multivariada mostrou que o emprego (OR ajustado=4,82; 95% CI=1,71–13,54) estava associado à não identificação de contactos e os doentes tinham tendência, preferencialmente, a identificar familiares e coabitantes (OR ajustado=0,22; 95% CI=0,10–0,47).

Conclusão

Os doentes com TB tendem a identificar os contactos de familiares e coabitantes; os contactos no local de trabalho foram considerados um fator de risco independente para não ser identificado.

Keywords
Tuberculosis, Investigation of contacts, Screening, Contact identification
Palavras‐chave
Tuberculose, Investigação de contactos, Rastreio, Identificação de contactos