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XXXII CONGRESSO ANUAL DA SPEMDLISBOA, 12 e 13 de outubro de 2012POSTERS CLÍNICOS
C-13. SUSCETIBILIDADE INDIVIDUAL E COMPLICAÇÕES EM REGENERAÇÃO TECIDULAR GUIADA – CASO CLÍNICO
Bibiana Assunção, Mariana Henriques, Pedro Mesquita, Carlos Pintado, Maria Helena Figueiral, Paula Vaz
FMDUP – Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto / U.Minho

Introdução: Apesar de a regeneração tecidular guiada (RTG) ser muito difundida e aceite como uma boa alternativa terapêutica em periodontologia e em implantologia oral, ainda persistem situações para as quais estes procedimentos não possuem resultados previsíveis. Têm sido estudados diversos fatores de risco para o desenvolvimento de complicações em RTG, nomeadamente de infeções dos materiais de regeneração. Segundo alguns investigadores poderão existir pacientes com maior suscetibilidade individual para desencadearem uma resposta inflamatória exacerbada face à contaminação bacteriana dos materiais de RTG. Assim, tem sido sugerido que polimorfismos genéticos que codificam citocinas inflamatórias possam condicionar os resultados de cirurgias de RTG. Este trabalho possui como principal objectivo apresentar um caso clínico de um paciente do sexo masculino, de 34 anos de idade, com insucesso recidivante de RTG no sector antero-superior.

Caso Clínico: O tratamento efectuado compreendeu 3 RTG, reabilitação protética removível e fixa sobre implante dentário. Aguardado o período habitual de cicatrização de RTG, foi colocada uma prótese parcial removível acrílica. Na segunda RTG, após 8 meses, foi removida uma amostra do material de regeneração e realizadas a análise de superfície com SEM e o estudo genotípico para a polimorfismos da interleucina-1. Foram efectuados controlos clínicos trimestrais, após a primeira RTG e mensais após a segunda e terceira RTG, que não indicavam qualquer indício de infecção do material de RTG. A análise por SEM permitiu observar que o material apresentava contaminação em diversas zonas por biofilme e o estudo dos polimorfismos genéticos identificou um perfil positivo. Conscientes dos riscos, os autores pela idade do paciente, optaram por realizar a remoção de todo o material de RTG, aguardar por um período de cicatrização de 3 meses, realizar nova RTG e após 6 meses, pela colocação de implante dentário e coroa sobre implante. Foi realizada adicionalmente uma pesquisa através da base de dados da Pubmed, sem limitação temporal, e também nas bases OMIM, PUCMINAS e PUCPR, tendo sido utilizados 52 artigos.

Conclusões: As técnicas cirúrgicas com base nos princípios de RTG constituem um tratamento eficaz para solucionar defeitos infra-ósseos profundos. A resposta do hospedeiro parece ser determinante na destruição tecidular, podendo afectar a regeneração de tecidos e promover perdas ósseas indesejáveis. Contudo, esta premissa ainda não está perfeitamente clarificada e restam dúvidas, pelo que urge que sejam realizados mais estudos clínicos no sentido de as mesmas se poderem esclarecer e se auxiliar o médico dentista na planificação do tratamento neste tipo de casos.

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